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O Internauta Pergunta:

Quem Batiza na ICBA? Pastores? Obreiros?

 

A Pergunta do Internauta:

Emerson Sales (vozdoadvento@gmail.com) escreve:

Boa Noite:
Sou Adventista do Sétimo Dia há 11 anos, tenho sempre apreciado o site de vocês e gostaria de saber quem faz o batismo na sua igreja, se é pastor, obreiro???

Agradeço a atenção:
Emerson Sales

 

Nossa Resposta:

Prezado irmão Emerson.

Que a paz do Nosso Senhor Jesus esteja contigo.

Nossa igreja não tem pastores remunerados. A ICBA é liderada por um grupo de anciãos voluntários que trabalham motivados unicamente pelo desejo de verem a obra de Deus avançando. São estes anciãos que oficiam as cerimônias batismais em nossa igreja. Mas não há na Bíblia absolutamente nenhuma restrição para que outras pessoas que não sejam anciãos oficiem cerimônias batismais. Qualquer cristão que foi batizado em nome de Jesus tem a autoridade dada pelo próprio Senhor Jesus para batizar novos conversos em Seu Nome.

Entendemos ser uma prática recomendável e razoável que um novo converso seja batizado por aquele cristão que teve uma participação especial em sua conversão, seja apoiando, dando orientações bíblicas ou testemunhando. Não nos parece razoável que um recém-convertido seja batizado por uma pessoa que mal a conhece. Infelizmente há muitos pastores que na hora da cerimônia se esquecem até do nome do batizando pois pouca ou nenhuma participação tiveram na preparação desta pessoa.

Sem querer ofender o irmão ou a Igreja Adventista do Sétimo Dia ou a qualquer outra denominação, permita-me expor o que pensamos a respeito deste tipo de monopólio da condução da cerimônia batismal pelos pastores. Para justificar seus salários, suas posições e autoridade, a alta administração da igreja concede aos pastores o monopólio sobre determinadas cerimônias eclesiásticas tais como Santa-Ceia, Batismo, condução de comissões, etc... Este monopólio vai contra o princípio bíblico do sacerdócio universal de todos os crentes e serve apenas para enfatizar o conceito anti-bíblico de separação entre clero e leigos. Esta atitude anti-bíblica justifica-se apenas para manter o poder e a ordem sob a tutela dos pastores e sugerir aos membros que os pastores remunerados são indispensáveis e que a igreja não sobreviveria sem eles, devendo portanto sustentá-los com os dízimos.

Alguns poderão questionar nossa posição alegando que permitir que os "crentes comuns" batizem os novos conversos seria um convite à desordem na igreja. Poderiam alegar que é necessário muita responsabilidade para batizar um novo converso. Diante disso eu perguntaria: Para quais atividades são necessários pessoas mais bem preparadas espiritualmente e teologicamente: Para oficiar uma cerimônia batismal ou para ministrar uma série de estudos bíblicos para os novos na fé? É claro que a ministração de uma série de estudos bíblicos exige muito mais conhecimento, preparo teológico e espiritual do que para oficiar um batismo. Uma pessoa mal preparada espiritualmente poderia até oficiar um batismo sem que os outros percebessem sua falta de preparo e de conhecimento pois, tecnicamente falando, um batismo é apenas um símbolo que consiste na imersão da pessoa na água.

Por que os zelosos pela ordem não defendem também a tese de que o pastor da igreja também seja o responsável exclusivo para ministrar todos os estudos bíblicos da igreja? Não receberam eles treinamento durante 4 anos no curso teológico? Não estão eles mais bem preparados para ministrar a Palavra de Deus aos interessados? A resposta é simples: Porque ministrar uma série de estudos bíblicos dá muito trabalho e boa parte dos pastores modernos não gosta de trabalhar. Para saber se o seu pastor gosta ou não de trabalhar basta responder a uma pergunta muito simples: Quantos estudos bíblicos o pastor de sua igreja está ministrando atualmente? Quantas pessoas foram batizadas ultimamente em sua igreja como consequência direta do trabalho evangelístico do seu pastor? Lembre-se de que seu pastor é remunerado e deveria trabalhar tempo integral para a igreja. Dependendo destas respostas saberemos se o pastor da sua igreja tem vocação para o trabalho missionário ou é simplesmente mais um gerente de igreja que joga o trabalho duro para os membros e fica com a parte fácil de apenas mergulhar os novos conversos na água sem qualquer comprometimento ou envolvimento na preparação destas pessoas. Minhas palavras podem parecer um pouco duras, mas refletem a triste realidade da maioria das igrejas de hoje: Os pastores querem apenas o dízimo das igrejas e a parte fácil do trabalho (batizar, oficiar santa ceia, etc...) deixando a parte dura do trabalho para os anciãos e diretores de departamentos.

É por isso que em nossa igreja dispensamos os pastores remunerados e defendemos que os próprios membros instruam e batizem os novos conversos. Em nosso país temos que arcar com altos impostos para sustentar os políticos e os serviços públicos quem nem sempre estão à nossa disposição como deveriam. Não podemos ser duplamente onerados para sustentar com nossos recursos financeiros um sistema religioso ineficiente que joga sobre os membros a parte difícil e fica com a parte fácil e com a melhor fatia do dinheiro que é arrecadado nas igrejas. Não podemos também nos conformar com o conceito anti-bíblico de separação entre clero e leigos. Todos os crentes devem reconhecer que são sacerdotes e que Deus os reconhece como tal.

Finalizo dizendo que é uma alegria saber que todos nós podemos ter este privilégio e bênção de oficiar o batismo dos nossos queridos irmãos que se unem a nossa igreja.

Um forte abraço e que Deus lhe abençoe fortemente
Ricardo Nicotra

Editor do site: www.igrejacrista.com


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